O Pacto pela Democracia, que reúne mais de 200 organizações da sociedade civil, lançará um manifesto pela integridade das eleições de 2026.
A iniciativa pede que a sociedade assuma compromissos permanentes, como o combate à desinformação e à violência política. O documento ainda pede a garantia de representatividade e a defesa da soberania nacional.
O manifesto cita que as eleições deste ano são a primeira após os atos golpistas de 2023, mas lembra que os políticos seguem tentando descredibilizar as urnas eletrônicas. O documento defende o sistema eleitoral brasileiro e o enfrentamento à desinformação e pede que ele seja orientado por regras claras.
“Campanhas coordenadas de desinformação, manipulação digital, ataques à credibilidade das instituições e a crescente normalização da violência política desafiam valores fundamentais das sociedades democráticas”, diz.
O manifesto não cita países específicos, mas sugere a existência de ameaças externas, por isso pede a defesa da soberania nacional. O governo brasileiro teme uma intervenção dos Estados Unidos no processo eleitoral brasileiro.
O texto ainda repudia qualquer forma de violência e diz que o “medo jamais pode ocupar o lugar da liberdade”. Além disso, cobra maior participação de mulheres, negros e indígenas no processo eleitoral.
O documento manifesta preocupação com o uso da inteligência artificial e as deepfakes em meio aos desafios de responsabilizar as plataformas digitais.
“A integridade das eleições é uma construção coletiva. Ela depende das instituições públicas que organizam e fiscalizam o pleito; dos partidos e das candidaturas, que devem respeitar as regras democráticas”, afirma o Pacto pela Democracia.
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