DF é única rede a cair no Ideb do ensino médio em 2025 – 05/08/2026 – Educação

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As redes estaduais do Rio de Janeiro e Amapá registraram alta no Ideb 2025 mesmo com redução nas notas médias de seus alunos tanto em português quanto em matemática.

Somente a rede do Distrito Federal caiu no indicador na comparação com a edição anterior. No Ideb 2023, seis estados haviam caído no Ideb com relação a 2021.

Quatro redes estaduais tiveram queda nas notas das duas disciplinas: Rio, Amapá, Distrito Federal e Rondônia. Enquanto os dois primeiros subiram no Ideb e Distrito Federal caiu, Rondônia ficou com o mesmo indicador de 2023.

As redes do Tocantins e Amazonas tiveram queda em alguma disciplina. A primeira, em matemática e a segunda, em língua portuguesa —ambos os estados ficaram com o mesmo Ideb de 2025.

Os dados do Ideb 2025 foram divulgados nesta quarta-feira (5) pelo Ministério da Educação. O indicador é calculado a cada dois anos e leva em conta as notas dos alunos em provas de português e matemática no Saeb (Sistema de Avaliação da Educação Básica) e as taxas de aprovação.

O ministro da Educação, Leonardo Barchini, disse nesta quarta que os dados mostram avanços consideráveis, sobretudo quando se olha para a série histórica.

“Olhando a fotografia de 2025 e a de hoje, podemos afirmar que a educação brasileira mudou profundamente, fruto de esforços de toda a sociedade brasileira, do Ministério da Educação, dos governos estaduais e municipais.”

Ele ressaltou que o Brasil tem uma educação tardia, com recente definição tanto de obrigatoriedade para a matrícula no ensino médio quanto de mecanismos de financiamento.

“Estamos aprendendo a fazer ensino médio agora. Há uma curva de aprendizado que tem de ser celebrada no Brasil. E eu confio e sou otimista que, com estímulos corretos, vencendo a questão do acesso e com financiamento adequado, esse novo ciclo será diferente.”

Os dados mostram que as redes de ensino têm intensificado a aprovação da maioria absoluta dos estudantes. Isso impacta em uma maior evolução do Ideb e é visto por especialistas como estratégia para inflar os indicadores.

A rede estadual do Paraná tem o maior Ideb em 2025, com média de 5,1. É seguido por Goiás, Espírito Santo e Piauí, todos com 4,9.

Com relação ao desempenho dos estudantes nas provas, essas mesmas redes têm as melhores médias padronizadas. O Rio Grande do Sul, entretanto, aparece nesse pelotão da frente, com a segunda melhor média, só após o Paraná.

Na divulgação de 2023, três redes haviam subido no Ideb mesmo com queda na proficiência dos estudantes nas duas disciplinas. Foram elas: Rondônia, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul.

Enquanto Rondônia repetiu o feito em 2025, as redes de Santa Catarina e Mato Grosso do Sul conseguiram subir no Ideb e nas duas disciplinas do Saeb.

O Ideb de 2025 mostra um cenário de avanços lentos, recuperação das perdas da pandemia, desafios na matemática e sinais de esgotamento da sua função de principal termômetro da educação pública do país.

Houve melhora no indicador nas três etapas avaliadas: os anos iniciais e finais do ensino fundamental e no ensino médio. Tanto o Ideb quanto as notas nas provas que compõem o índice registram avanços com relação à última edição, de 2023.

A tendência dos últimos anos permanece: a melhora mais intensa nos anos iniciais vai perdendo força nos anos finais do fundamental e no ensino médio.

Nos anos iniciais (com a avaliação realizada com alunos do 5º ano), o Ideb da rede pública passou de 5,7, em 2023, para 6,1 no ano passado, em uma escala de 0 a 10. Foi a primeira vez que o indicador superou a nota 6, tida como objetivo geral do sistema escolar quando o indicador foi criado, em 2007, no segundo mandato do presidente Lula (PT).

O Ideb dos anos finais da rede pública passou de 4,7 para 5 pontos. No ensino médio, a evolução foi de 4,1 para 4,3, levando em conta somente as redes estaduais, que concentram as matrículas da etapa.

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