Protótipo do eVTOL da Eve Air Mobility realizou o primeiro voo de transição parcial, ativando a hélice propulsora traseira
O protótipo de engenharia do eVTOL da Eve Air Mobility, subsidiária da Embraer, realizou o primeiro voo da fase de transição, etapa considerada crítica no desenvolvimento de aeronaves elétricas de decolagem e pouso vertical.
O anúncio foi feito nesta segunda-feira (3). O ensaio, ocorrido em Melbourne, no estado norte-americano da Flórida, marcou a primeira ativação em voo da hélice propulsora traseira (pusher), responsável pela propulsão durante o voo horizontal.
Durante o voo, a aeronave executou a ativação do sistema de propulsão traseiro enquanto permanecia em operação, iniciando a transição entre o voo sustentado pelos rotores verticais e o voo horizontal.
Segundo a Eve, o protótipo atingiu velocidade estabilizada de 27 nós (50 km/h) e velocidade máxima de 30 nós (55 km/h), com a hélice propulsora operando a até 1.200 rotações por minuto (RPM).
O voo teve duração de três minutos e nove segundos, percorreu aproximadamente 0,84 milha náutica (1.550 metros) e alcançou altitude de noventa pés (27 metros) acima do nível do solo.
Etapa crítica
A fase de transição é uma das etapas mais complexas do desenvolvimento dos eVTOL, pois envolve a mudança da sustentação vertical para o voo convencional com propulsão horizontal. Nessa fase são avaliados o comportamento aerodinâmico da aeronave, a integração entre os sistemas de propulsão e os parâmetros de estabilidade e controle.
De acordo com a empresa, o ensaio de transição parcial permitiu validar os objetivos iniciais de desempenho previstos para essa etapa da campanha de testes e ampliar o envelope operacional do protótipo.
Próximas etapas
A equipe de engenharia da Eve disse que continua realizando análises estruturais e de cargas para apoiar a ampliação do envelope de voo da aeronave.
Como parte da sequência da campanha de desenvolvimento, a empresa pretende executar testes de enlace de dados para validar o desempenho das comunicações por rádio durante operações em velocidades de até 50 nós (92 km/h).
Nas próximas semanas, o programa de ensaios prevê ampliar gradualmente a velocidade da aeronave e realizar testes de transição em condições operacionais progressivamente mais exigentes.




